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Desde a origem do Mundo que o substantivo "floresta" é sinónimo de bem precioso da Mãe Natureza, porque proporciona o elemento essencial à sobrevivência dos seres vivos: o oxigénio.
De facto, a vegetação e o arvoredo, constituintes base das áreas florestais são determinantes no fornecimento de oxigénio, ou seja, do ar que respiramos. Tornam-se fonte de oxigénio devido ao ciclo vegetativo de respiração que encerram – o arvoredo absorve todo o dióxido de carbono que é expulso pelos seres humanos e animais, transforma-o em oxigénio e regulariza a qualidade e quantidade de ar necessário à população vivente.
Estima-se que cerca de 40% do total do oxigénio do mundo provenha das florestas tropicais, sobressaindo a Amazónia, também vulgarmente conhecida como o "Pulmão do Mundo".
Assim, a floresta não só disponibiliza oxigénio como tem, também, outras vantagens físicas e materiais: a fixação do solo pelas raízes, evitando a erosão; a produção de produtos farmacêuticos a partir de vários elementos florestais, a constituição de habitats naturais de muitas espécies; o desenvolvimento da fauna e da flora.
No entanto, esta interligação e complementaridade tem vindo a ser abalada por um dos fenómenos mais correntes da actualidade: a desflorestação. Esta é definida como o corte/derrube da vegetação em terrenos arborizados, por parte do ser humano, ou diminuição das áreas de floresta resultante do abate, do fogo e da acção das chuvas ácidas.
Ao longo do tempo, têm vindo a ser reconhecidas as causas deste fenómeno:
- a necessidade de obtenção de terrenos para prática da agricultura, explorações pecuárias, actividades urbanas, industriais e turísticas e exploração de madeira;
- degradação dos solos pelas práticas agrícolas incorrectas e uso de fertilizantes químicos que levam ao rápido esgotamento desses solos.
Visto que são discriminadas possíveis causas do fenómeno da desflorestação, então a Natureza é inevitavelmente confrontada com as suas consequências: o empobrecimento da capacidade produtiva dos solos; a acumulação de substâncias químicas no solo que acabam por degradar (chuvas ácidas, fertilizantes, resíduos industriais,...); a perda de águas superficiais e de toalhas freáticas por evaporação, devido à desprotecção da vegetação, secagem ou drenagem de áreas húmidas para obter solo arável fazendo, assim, baixar as reservas hídricas do subsolo e a infiltração de substâncias tóxicas nas toalhas freáticas, provocando a sua poluição.
Tendo em conta esta situação, é preciso agirmos correctamente, determinando soluções de modo a defender o meio ambiente deste tipo de ameaças. Falemos, então, de reflorestação. Nada mais é que a plantação de árvores que trará benefícios a longo prazo, a criação de áreas florestais sob a forma de reservas e parques naturais e a execução de leis rigorosas de protecção e punição às infracções cometidas que atentem contra o equilíbrio florestal.
No concelho de Abrantes, este fenómeno tem vindo a verificar-se, de forma bem visível a quantidade de áreas desflorestadas. Tome-se como exemplo a freguesia de Alvega, mais precisamente a extensão entre as localidades de Ventoso, Monte Galego, Casa Branca e Areia de Cima. Uma área que tem vindo a sofrer com a intervenção de manobradores de vários tipos de maquinaria, condutores de veículos longos e ligeiros, que, sem qualquer identificação da sociedade empresarial responsável, tratam de apagar todos os vestígios de zona verde tão característicos da região.
Aparentemente, toda a área vai ser utilizada na plantação da espécie comum de eucalipto (nome científico: Eucalyptus globulus), por ser uma árvore de formação rápida, com fácil adaptação ao solo e com maior número de formas de utilização, por exemplo, no fabrico de produtos (papel, vernizes, ...) Porém, esta opção traz prejuízos, nomeadamente o facto de absorver grande parte dos nutrientes e água do subsolo, deixando as outras espécies vegetais sem hipótese de sobrevivência, ou levando mesmo à extinção de algumas espécies arborícolas.
O dever do ser humano é agir e interagir com a Natureza e não colaborar para o seu desequilíbrio, ameaçando a fauna e flora existentes.
No entanto, a desflorestação é um mal cada vez mais vulgar no nosso país e no Mundo. Não deixemos, pois, o planeta Terra sofrer pelas nossas atitudes anti-ecológicas. Vamos antes celebrar aquilo que o Mundo tem de melhor para nos oferecer.
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